Em uma entrevista concedida à revista People, veiculada em primeira mão recentemente, Jon Bon Jovi assegurou que se considera totalmente recuperado da complexa cirurgia nas cordas vocais a qual foi submetido. As declarações surgem em um momento logístico estratégico para a banda, uma vez que estão na contagem regressiva para o início da nova turnê mundial, cujo pontapé inicial está marcado para a terça-feira, 7 de julho, na arena Madison Square Garden, localizada em Nova York.
O delicado procedimento cirúrgico nos Estados Unidos — conhecido tecnicamente nos bastidores médicos como medialização das cordas vocais — tornou-se estritamente necessário após o experiente cantor descobrir que uma de suas cordas sofria um severo processo de atrofia. Durante a conversa franca com a equipe da publicação norte-americana, o artista esmiuçou a confusão ao receber o diagnóstico inicial na época do encerramento da última série de espetáculos. O vocalista sustentou durante décadas uma postura de rígida disciplina no que diz respeito à preservação de sua ferramenta primária de trabalho, evitando substâncias nocivas.
“Eu costumava brincar dizendo que a única coisa que já tinha entrado no meu nariz foi o meu dedo. Eu nunca fiz nada para machucar as cordas vocais; não tive excessos”, pontuou o músico. Ele enfatizou que é um profissional rigorosamente treinado e focado nos estudos práticos do ofício, fator que transformou o súbito enfraquecimento vocal em um duro choque de realidade e em um desafio de grandes proporções para as finanças e operações da banda.
A jornada de cura de Jon Bon Jovi exigiu estabilidade mental e física de toda a sua equipe. O cronograma de readaptação fisiológica, que englobou intervenção hospitalar direta, fisioterapia direcionada e intensas horas de fonoterapia para o recálculo do sistema respiratório, estendeu-se muito além dos primeiros prazos estipulados pelos especialistas consultados pela gravadora. “Demorou mais do que eu jamais esperava, mas tinha que estar certo. Nós nunca perdemos a fé”, confessou o líder do Bon Jovi aos repórteres da People.
A extenuante maratona de shows executada em 2022 já havia exposto publicamente as adversidades do artista, com analistas e veículos de imprensa documentando limitações para sustentar notas-chave. No entanto, este hiato forçado das apresentações de grande porte não deteriorou o vínculo colaborativo dentro do estúdio. Pelo contrário, o cantor fez questão de separar um espaço em suas respostas para relatar o nível de fidelidade profissional estabelecido no projeto.
O vocalista também confirmou que membros originais e parceiros de longa data, como David Bryan e Tico Torres, rejeitaram os rumores de paralisação definitiva da banda. A união coletiva e a recusa em procurar projetos substitutos segurou a formação principal. “Eles nunca duvidaram de mim. […] Os sacrifícios que cada um deles fez para estar lá por mim estão em um nível totalmente diferente. O amor que sinto por eles apenas se aprofundou”, reconheceu o astro veterano.
Jon Bon Jovi enxerga a “Forever Tour” como o renascimento artístico da banda
A iminente volta aos megaeventos, consolidada no planejamento financeiro da “Forever Tour”, ultrapassa as marcações rotineiras de faturamento do verão estadunidense. A maciça bateria de shows servirá como alavanca fundamental para a divulgação ao vivo do mais recente álbum de inéditas do grupo, o disco Forever, enquanto assinala publicamente a vitória de seu principal nome sob um impasse irreversível de saúde fonográfica.
O cenário estressante de conviver com o receio de não mais interpretar pilares de sua discografia, como as clássicas “It’s My Life” e “Livin’ on a Prayer”, reconfigurou a forma como o vocalista de 64 anos administra a pressão de ser um representante de peso da cultura pop mundial. O vocalista admitiu que a quase concretização da aposentadoria adiantada realinhou suas urgências de vida. “Isso me forçou a não apenas viver o hoje, mas a ser grato por cada dia que ainda está aqui”, detalhou na conversa, indicando que as conquistas passaram a ser as pequenas ações cotidianas e o tempo na estrada. “Acho que isso é um renascimento. Trata-se simplesmente da alegria de tocar”, concluiu sem demonstrar interesse nos excessos corporativos.
O mapeamento de rotas da turnê de regresso de Bon Jovi certifica a robusta operação montada para o semestre. Finalizada a ambiciosa residência exclusiva de nove espetáculos lotados na metrópole novaiorquina, toda a infraestrutura se deslocará, no mês de agosto, para o bloco do Reino Unido e da União Europeia. O trajeto prevê grandes estádios, englobando o Scottish Gas Murrayfield Stadium, estabelecido na Escócia, o suntuoso Croke Park, localizado na Irlanda, e uma rentável trinca de noites consecutivas no colossal Wembley Stadium, em Londres. Esse itinerário extenso conectará a herança cultural intocável de quatro décadas com as novas matrizes concebidas durante a turnê de Forever.
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