Judas Priest adianta detalhes sobre novo álbum: “Mais direto e clássico”

Baixista Ian Hill revela que Rob Halford já grava vocais para o sucessor de Invincible Shield, previsto para meados do próximo ano
Ian Hill - Judas Priest
Ian Hill. Créditos: Reprodução

O baixista Ian Hill, membro fundador do Judas Priest, revelou novos detalhes sobre o andamento e o direcionamento musical do próximo álbum de estúdio do grupo. Em entrevista divulgada no domingo, 24 de maio, ao veículo espanhol Metal Journal, o músico confirmou que os trabalhos instrumentais já foram praticamente concluídos e que o vocalista Rob Halford está focado na gravação das linhas de voz. O novo trabalho será o sucessor de Invincible Shield, lançado em março de 2024.

De acordo com o baixista, o processo de gravação das bases instrumentais ocorreu em ritmo acelerado, restando possivelmente apenas uma composição adicional para ser registrada. O guitarrista Richie Faulkner já havia adiantado anteriormente que o grupo esteve reunido em estúdio durante o mês de fevereiro para lançar os alicerces do vigésimo trabalho de estúdio dos pioneiros do heavy metal britânico.

O processo de gravação e a nova direção sonora do Judas Priest

“Fizemos a maior parte da música, ou todas as faixas de apoio, de qualquer forma; nós as finalizamos. Pode ser que haja uma faixa extra para fazer. Mas a grande maioria das faixas de apoio está pronta”, explicou Ian Hill em entrevista ao canal espanhol Metal Journal, trascrição via Blabbermouth. O músico acrescentou que outros integrantes do grupo estiveram em Phoenix, nos Estados Unidos, nas últimas semanas para colaborar de perto com Rob Halford no desenvolvimento das melodias vocais.

Sobre o estilo musical das novas composições, o baixista destacou que o material apresenta sutis diferenças em relação ao último lançamento da banda. Embora tenha descrito a sonoridade como “um pouco mais tradicional” e com algumas “excentricidades”, Ian Hill fez questão de esclarecer que o direcionamento não remete diretamente a clássicos históricos da década de 1980, como os álbuns British Steel, Screaming For Vengeance ou Defenders Of The Faith.

“Não é tão tradicional assim”, ponderou o baixista, entre risos. “Está mais na linha de Invincible Shield, porém muito mais direto, por assim dizer.” Embora ainda não tenha escutado as versões finais com os arranjos completos de voz e guitarras dobradas, o músico demonstrou grande entusiasmo com o material bruto de baixo, bateria e bases de guitarra: “Está se desenhando para ser um grande álbum clássico do Judas Priest.”

Previsão de lançamento e o futuro da marca Judas Priest

A expectativa de Ian Hill é que o novo trabalho chegue ao mercado no primeiro semestre do próximo ano. “Deve ser lançado em algum momento do ano que vem. Provavelmente por volta de março ou abril, imagino eu. Mas isso depende inteiramente da gravadora”, comentou, referindo-se aos cronogramas de distribuição e marketing da Sony Music.

Além dos detalhes sobre o novo disco, o veterano baixista também refletiu sobre a impressionante longevidade da banda e a possibilidade de o grupo continuar na estrada mesmo se ele ou o vocalista Rob Halford decidirem se aposentar futuramente. Demonstrando uma visão pragmática sobre o legado da instituição, o músico declarou que a marca do heavy metal está acima das individualidades.

“Não há razão para que não continuemos. Quero dizer, nós já passamos por cerca de seis ou sete bateristas, quatro guitarristas e dois vocalistas ao longo da nossa história. Então, por que não? Tenho certeza de que todos estariam dispostos a continuar se Rob ou eu tivéssemos que parar por um motivo ou outro. Ninguém é insubstituível, então nunca se sabe”, concluiu o baixista.

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