O Rush precisou alterar o calendário de sua atual turnê norte-americana de forma repentina. A banda canadense anunciou o adiamento de duas apresentações que ocorreriam na Dickies Arena, localizada na cidade de Fort Worth, no Texas. Os eventos originais, agendados para terça-feira, 30, e quinta-feira, 2, sofreram modificações em virtude de problemas de saúde enfrentados por Geddy Lee. O vocalista e baixista foi diagnosticado com um quadro de laringite e bronquite, impossibilitando temporariamente sua subida ao palco.
A equipe médica responsável pelo atendimento do músico recomendou repouso imediato para que a recuperação ocorra de maneira adequada, sem forçar as cordas vocais ou o sistema respiratório. Diante do diagnóstico restritivo, a banda utilizou seus canais oficiais de comunicação para emitir uma nota de esclarecimento aos admiradores que aguardavam pelos espetáculos.
“Para nossos fãs, lamentamos profundamente compartilhar que devemos adiar nossos shows”, declarou o Rush no comunicado oficial divulgado nas redes sociais e em seu site. “Após ser avaliado por seus médicos, ele foi aconselhado de que precisa de um tempo adicional para descansar e se recuperar antes de retornar ao palco. Isso é incrivelmente decepcionante para todos nós. Sabemos que muitos de vocês fizeram planos de viagem e estavam contando os dias para esses shows.”
O compromisso do Rush com a excelência das performances ao vivo
A decisão de paralisar momentaneamente a rota não foi tomada com facilidade. Conhecido por uma reputação construída sobre o perfeccionismo técnico e a alta exigência musical, a banda deixou claro que entregar uma performance abaixo de seu padrão tradicional não é uma opção viável neste momento da carreira.
“Por favor, saibam que esta decisão não foi tomada levianamente”, enfatizou o texto publicado pela banda. “Depois de mais de 50 anos de turnês, sempre acreditamos que, se vamos subir no palco, devemos a vocês a melhor performance que podemos oferecer — e, neste momento, isso simplesmente não é possível.”
A parada texana já vinha enfrentando pequenos obstáculos logísticos na agenda. O concerto que ocorreria na quinta-feira, 2, era, na verdade, uma data previamente remarcada. Inicialmente previsto para quarta-feira, 24 de junho, o show sofreu sua primeira alteração devido a problemas operacionais relacionados a viagens e questões de fronteira que atrasaram o transporte de toda a estrutura da produção.
As novas datas já foram oficialmente estabelecidas pela equipe responsável pela turnê. O evento de terça-feira, 30, foi transferido para sábado, 11 de julho. Já a apresentação de quinta-feira, 2, ocorrerá na segunda-feira, 13 de julho. A organização da arena confirmou que todos os ingressos adquiridos anteriormente permanecerão válidos para as ocasiões remarcadas, sem necessidade de troca. Aqueles que não puderem comparecer às novas datas terão a opção de solicitar o reembolso diretamente nos pontos de venda originais.
O peso emocional e histórico da atual excursão do Rush
O adiamento ganha um contorno de grande expectativa para os fãs devido à importância da atual excursão. Batizada de Fifty Something, esta é a primeira grande turnê do Rush desde a conclusão da extensa rota R40, finalizada no ano de 2015. Mais significativamente, o giro marca o aguardado retorno aos palcos após o falecimento do lendário baterista Neil Peart, ocorrido no início desta década.
O processo de retorno exigiu muita deliberação interna. Em declarações anteriores ao início da turnê, Geddy Lee abordou a dificuldade de voltar a tocar o vasto catálogo sem a presença de seu antigo parceiro de composição. “Já se passaram mais de 10 anos desde que eu e Alex Lifeson tocamos a música do Rush ao lado de nosso querido amigo e colega de banda caído”, refletiu o vocalista recentemente. “Fizemos uma séria busca interior e chegamos à decisão de que sentimos muita falta disso, e que é hora de uma celebração de mais de 50 anos de música.”
Para preencher a lacuna deixada pelo instrumentista, Geddy Lee e o guitarrista Alex Lifeson recrutaram um time estruturado. A formação atual que acompanha os fundadores conta com a baterista Anika Nilles e o tecladista Loren Gold. A nova configuração tem entregado repertórios extensos que revisitam obras fundamentais, como o aclamado álbum Moving Pictures, que vem sendo executado na íntegra em algumas datas.
O momento atual exige cautela, mas a mensagem final é de otimismo. “Agradecemos a todos os envolvidos por nos ajudarem a encontrar rapidamente novas datas para celebrarmos juntos”, finalizou o grupo. “Obrigado por sua paciência, sua compreensão e por sempre estarem ao nosso lado. Esperamos vê-los em apenas algumas semanas e apreciamos o apoio contínuo de vocês enquanto Geddy Lee se recupera totalmente.”
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