Sanctuary fará show único em São Paulo para celebrar 40 anos de carreira

Pioneiros do metal de Seattle agendam apresentação inédita no país na Burning House
Sanctuary
Sanctuary. Créditos: Divulgação

A banda norte-americana de heavy metal Sanctuary confirmou sua primeira apresentação em solo brasileiro. O grupo realiza um show único em São Paulo, agendado para o domingo, 30 de agosto, na casa de shows Burning House. Os ingressos já estão disponíveis para compra por meio da plataforma digital Ingresso Master. A apresentação integra a perna sul-americana da turnê mundial que comemora os 40 anos de história do conjunto originário de Seattle.

A turnê de comemoração de quatro décadas abrange datas em diversos continentes, com passagens agendadas também por outros países da América do Sul, como Argentina, Chile e Per. Para a apresentação na capital paulista, os portões da casa de shows serão abertos às 17h, com o início do evento programado para as 20h. O repertório deve reunir composições representativas de diferentes períodos da trajetória do conjunto.

Sanctuary, Cartaz de São Paulo

A formação do Sanctuary e os primeiros trabalhos de estúdio

O Sanctuary iniciou suas atividades em 1985, na cidade de Seattle, nos Estados Unidos. Fundado pelos guitarristas Lenny Rutledge e Sean Blosl, o projeto musical completou sua formação inicial com a chegada do vocalista Warrel Dane, do baixista Jim Sheppard e do baterista Dave Budbill. Em 1987, os músicos apresentaram uma fita de demonstração ao guitarrista e líder do Megadeth, Dave Mustaine, após uma apresentação deste na cidade de Seattle. O guitarrista se interessou pelo material gravado e aceitou produzir o trabalho de estreia do quinteto.

O primeiro álbum de estúdio, intitulado Refuge Denied, chegou ao mercado em 1988 por intermédio da gravadora Epic Records. O disco contou com a produção de Dave Mustaine e destacou composições como “Battle Angels” e “Die For My Sins”, que apresentavam guitarras técnicas e a extensão vocal característica de Warrel Dane. Na sequência, em 1990, o Sanctuary lançou Into the Mirror Black, seu segundo álbum, que seguiu um direcionamento estético voltado ao metal progressivo e obteve divulgação com o videoclipe da música “Future Tense”.

No início da década de 1990, a ascensão do movimento grunge em Seattle alterou o panorama da indústria fonográfica local e internacional. Devido a pressões comerciais e divergências internas quanto ao rumo musical que deveriam seguir, os integrantes decidiram encerrar as atividades do Sanctuary em 1992. Diante do término, Warrel Dane e Jim Sheppard uniram-se ao guitarrista Jeff Loomis para formar o Nevermore, banda que obteve repercussão no cenário do metal progressivo ao longo de quase duas décadas de atividade.

O retorno com The Year the Sun Died e a nova formação do Sanctuary

Após dezoito anos de inatividade, o Sanctuary anunciou sua retomada oficial em 2010. A reunião resultou no lançamento do álbum The Year the Sun Died, em 2014, gravado nos estúdios Soundhouse com produção de Zeuss. O álbum marcou o primeiro trabalho de inéditas em mais de duas décadas. No entanto, o processo de consolidação desta nova fase foi interrompido em dezembro de 2017, com a morte do vocalista Warrel Dane, decorrente de um ataque cardíaco sofrido em São Paulo durante as gravações de um álbum solo.

Com o intuito de dar continuidade aos compromissos de turnê já estabelecidos, os membros remanescentes convidaram o vocalista Joseph Michael, conhecido por seu trabalho na banda Witherfall, para assumir o posto de cantor principal. O desempenho de Joseph Michael nos palcos consolidou sua permanência definitiva no grupo. A formação atual do Sanctuary que se apresenta no Brasil conta com os integrantes originais Lenny Rutledge (guitarra) e Dave Budbill (bateria), acompanhados por Joseph Michael (vocal), George Hernandez (baixo) e William Wallner (guitarra).

Paralelamente às apresentações ao vivo, os músicos trabalham na elaboração de um novo álbum de estúdio, provisoriamente intitulado Transmutation. Uma amostra desse material recente foi disponibilizada por meio do single “Not Of The Living”, que constitui a primeira gravação de estúdio com a voz de Joseph Michael. O single reflete a sonoridade estruturada e os arranjos característicos desenvolvidos pela banda ao longo de sua carreira.

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