Os bastidores da música pesada e do rock clássico sempre foram repletos de genialidade, excessos e reviravoltas dramáticas. Para os fãs que desejam compreender a realidade por trás dos palcos e estúdios, o cinema consolidou-se como uma ferramenta poderosa para eternizar essas trajetórias. Nesta sexta-feira, 5, selecionámos cinco obras audiovisuais indispensáveis que reconstroem com fidelidade os triunfos e as tragédias de lendas que moldaram o comportamento de gerações.
A energia revolucionária e os dramas do Rei do Rock em Elvis
Sob a direção do visionário realizador Baz Luhrmann, o aclamado filme de 2022 explora a vida e a obra de Elvis Presley, interpretado brilhantemente por Austin Butler — papel que lhe rendeu uma nomeação ao Óscar. A narrativa acompanha mais de três décadas da carreira do músico, desde a sua infância humilde até se tornar o indiscutível “Rei do Rock”, sob o olhar complexo e manipulador do seu empresário, o Coronel Tom Parker, vivido por Tom Hanks.
O filme captura de forma exuberante a eletrizante presença de palco do artista e o impacto cultural de canções eternas como “Hound Dog”, “Can’t Help Falling in Love” e “Suspicious Minds”. Elvis explora também a influência crucial da música gospel e do R&B na sua formação artística, bem como o desgaste físico e mental que marcou os seus últimos anos de apresentações em Las Vegas.
Onde assistir: HBO MAX
A rebeldia pioneira das raparigas do The Runaways no cinema
O longa-metragem The Runaways reconstrói a rápida e meteórica trajetória da primeira banda de rock exclusivamente feminina a alcançar sucesso global na década de 1970. Baseado no livro de memórias da vocalista Cherie Currie, o filme mostra como ela e a guitarrista Joan Jett enfrentaram o machismo da indústria fonográfica para emplacar o clássico absoluto “Cherry Bomb”.
A narrativa foca-se na perda da inocência das integrantes adolescentes diante das pressões do empresário Kim Fowley e no choque de egos que eventualmente culminou no fim precoce da banda.
Onde assistir: Globo Play
Os bastidores selvagens do Mötley Crüe em The Dirt
Se existe uma banda que definiu o conceito de deboche e excesso na Sunset Strip dos anos 1980, essa banda é o Mötley Crüe. Baseado na autobiografia homônima do grupo, The Dirt expõe sem filtros as histórias de abuso de substâncias, acidentes automobilísticos trágicos e o sucesso meteórico gerado por clássicos contidos no álbum Dr. Feelgood.
Em depoimento ao portal Rolling Stone, o baixista Nikki Sixx comentou sobre o realismo da adaptação: “Nós queríamos que o filme mostrasse a verdade nua e crua, sem proteções ou tentativas de nos fazer parecer bonzinhos”. O filme destaca a dinâmica autodestrutiva entre Nikki Sixx, o baterista Tommy Lee, o vocalista Vince Neil e o guitarrista Mick Mars.
Onde assistir: Netflix
A tragédia do black metal com o Mayhem em Lords of Chaos
Realizado por Jonas Åkerlund, Lords of Chaos mergulha na sombria e violenta cena do black metal norueguês do início dos anos 1990. O filme foca-se na trajetória da banda Mayhem, liderada pelo guitarrista Euronymous, e na sua complexa relação com Varg Vikernes, mente por trás do projeto Burzum.
O argumento reconstrói episódios verídicos e chocantes que marcaram a história da música extrema, incluindo o suicídio do vocalista Dead, incêndios criminosos a igrejas históricas na Noruega e o trágico assassinato que pôs fim a uma era do underground europeu, período em que o grupo preparava o clássico álbum De Mysteriis Dom Sathanas.
Onde assistir: Prime Video (indisponível no momento)
A jornada xamânica e autodestrutiva de Jim Morrison em The Doors
Dirigido pelo renomado realizador Oliver Stone, o longa-metragem de 1991 reconstrói a meteórica e caótica trajetória da banda norte-americana The Doors. A narrativa é fortemente centralizada na figura magnética, poética e controversa do vocalista Jim Morrison, interpretado de forma impressionante por Val Kilmer, desde os seus tempos de estudante de cinema na UCLA até à sua trágica e prematura morte em Paris, em 1971.
A produção reconstitui momentos emblemáticos da contracultura dos anos 1960, como a polémica apresentação no programa de TV The Ed Sullivan Show com o clássico “Light My Fire” — faixa do cultuado álbum de estreia homónimo, The Doors — e as performances catárticas embaladas pela sombria “The End”. O longa não poupa detalhes sobre a relação obsessiva de Jim Morrison com substâncias psicotrópicas e os seus constantes confrontos com as autoridades da época.
Onde assistir: Prime video (indisponível no momento)
VEJA TAMBÉM: 5 ótimos filmes de rock e heavy metal que você deveria assistir



