O Queensrÿche está avançando a passos largos na produção de seu próximo trabalho de estúdio. Em uma atualização que anima os fãs do metal progressivo, o guitarrista Michael Wilton confirmou que o grupo já possui um material substancial gravado em formato de demonstração. O novo disco servirá como sucessor direto de Digital Noise Alliance, lançamento disponibilizado pela banda no ano de 2022.
Durante uma recente participação no podcast finlandês Kasarin Lapset, Michael Wilton abriu o jogo sobre o atual estágio do processo criativo. De acordo com o músico, o principal obstáculo enfrentado pelo quinteto norte-americano no momento é a intensa agenda de compromissos ao vivo, uma realidade comum no mercado fonográfico contemporâneo.
“Entre a nossa rigorosa agenda de turnês, conseguimos gravar muitas demos realmente ótimas”, declarou o guitarrista. “Em algum momento, não faremos tantas turnês e nos concentraremos de verdade no álbum, e então veremos o que acontece. Mas é algo que pode acontecer muito rápido, ou talvez não aconteça até o ano que vem. Então eu não sei. Mas a banda determinará quando estiver pronto” em transcrição via Blabbermouth.
O direcionamento musical do novo álbum do Queensrÿche
A expectativa em torno da sonoridade do próximo disco é alta. Em conversas anteriores, realizadas no mês de fevereiro, Michael Wilton já havia antecipado ao jornalista Mark Strigl que o Queensrÿche não pretende se acomodar em fórmulas prontas. A proposta do grupo é manter a essência que os consagrou nas décadas passadas, mas explorando novas possibilidades estruturais.
“Bem, estamos indo além dos limites. Não tocamos muito nas rádios convencionais, então estamos apenas nos jogando. Estamos mantendo o elemento progressivo, o elemento melódico, o elemento heavy metal. Então, será um álbum matador. Mas estamos tentando torná-lo um pouco diferente do anterior”, explicou o membro fundador em transcrição via Blabbermouth.
O processo de triagem do repertório também segue uma métrica já estabelecida pelo grupo. Tradicionalmente, o Queensrÿche gosta de desenvolver entre 15 e 20 ideias de músicas durante a fase de pré-produção. Atualmente, a banda já ultrapassou a marca de 13 composições em estágio de lapidação, confirmando que o fluxo criativo está operando em alta capacidade.
A química entre Michael Wilton e Mike Stone
Um dos grandes trunfos deste novo ciclo de gravações é a consolidação da parceria entre Michael Wilton e o também guitarrista Mike Stone. Diferente do que ocorreu em Digital Noise Alliance, onde Stone ingressou na reta final do processo, o novo disco contará com as impressões digitais de ambos os músicos desde os primeiros riffs.
As sessões estão sendo conduzidas novamente pelo renomado produtor Chris “Zeuss” Harris, parceiro de longa data que também assinou a produção de trabalhos recentes como Condition Hüman e The Verdict.
“Estamos ambos na sala com o Zeuss. Se eu tenho uma música, eu toco minha ideia. Nós a documentamos, a gravamos, e então eu digo, ‘Mike, isso precisa de outra parte por cima’, e ele cria algo que complementa. Trabalhamos juntos e construímos a música”, detalhou Wilton. O músico enfatizou que o ambiente colaborativo elimina a ditadura criativa, permitindo que as faixas respirem e alcancem a “vibração e os sabores certos”.
O vocalista Todd La Torre também tem desempenhado um papel fundamental nessa construção, trabalhando nas letras e melodias vocais de forma paralela, aproveitando o tempo livre em quartos de hotel ou durante os curtos intervalos em casa. A estratégia de escrever em pequenos bolsões de tempo tornou-se a norma para a banda, que reconhece a impossibilidade de pausar as atividades na estrada por um ano inteiro, prática comum na indústria durante os anos 1980 e 1990.
Enquanto a data oficial de lançamento e o título do novo álbum não são definidos, o Queensrÿche continua a lapidar suas novas composições. O foco central permanece em entregar um material coeso, orgânico e que justifique o prestígio da marca dentro do panteão do metal global, mantendo a engrenagem criativa girando em sincronia perfeita com a demanda dos palcos.
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